O Anarquia agora está sendo negociado em sistema de propriedade compartilhada pela Brazil Boat Share.
No total serão seis felizes proprietários que poderão desfrutar deste excelente veleiro, a um custo de R$ 539 mensais (a taxa condominial). O valor promocional da cota é de R$ 17.900.
Quem estiver interessado se tornar proprietário de uma cota ou mesmo saber mais informações de como funciona o sistema, veja em Brazil Boat Share.
Criei este blog inicialmente para compartilhar os problemas, soluções e registrar as etapas de construção de um veleiro oceanico de pequeno porte. Com o avanço da construção e o lançamento dele ao mar, quero deixar como um "diário" dos passeios deste veleiro, o Anarquia! Contribua com sua opinião!!
segunda-feira, 15 de junho de 2015
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Confraria do Pantanal - Encontro em Brasília
Feriado de carnaval, combinamos nosso segundo encontro da "Confraria do Pantanal" em Brasília.
Fomos conferir como ficou o Pantanal "Candango" do nosso bom amigo Ademir!
O Enigma II foi preparado para regatas no lago Paranoá, aquele lago imenso de Brasília que, segundo o Ademir, tem volume de água maior que a baía da Guanabara!...
No pier do clube Naval. O Bruno, o Gabriel e o Ademir já no Enigma.
O Bruno com sua Nikon mega blaster profissional! Vamos postar as fotos aqui! Rsss.
A Bia e minha Fátima curtindo a velejada, com a bonita ponte JK ao fundo.
Passando por baixo da ponte JK. Nem sempre dá pra fazer isto com um veleiro...
O Ademir tirou a foto oficial do evento. Está aqui...
Link para as outras fotos tiradas com meu smartphone... É só clicar para ver o álbum completo.
Fomos conferir como ficou o Pantanal "Candango" do nosso bom amigo Ademir!
O Enigma II foi preparado para regatas no lago Paranoá, aquele lago imenso de Brasília que, segundo o Ademir, tem volume de água maior que a baía da Guanabara!...
No pier do clube Naval. O Bruno, o Gabriel e o Ademir já no Enigma.
O Bruno com sua Nikon mega blaster profissional! Vamos postar as fotos aqui! Rsss.
A Bia e minha Fátima curtindo a velejada, com a bonita ponte JK ao fundo.
Nossos anfitriões, Mari e Ademir. No Iate Clube de Brasília.
Passando por baixo da ponte JK. Nem sempre dá pra fazer isto com um veleiro...
O Ademir tirou a foto oficial do evento. Está aqui...
Link para as outras fotos tiradas com meu smartphone... É só clicar para ver o álbum completo.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Domingo de sol no Saco do Major - Guarujá
Domingo, 5/fev, aproveitamos o sol do domingo para conhecer a prainha do Saco do Major.
Depois de tantos dias de tempo ruim, o fim-de-semana foi perfeito.
O Ari e a Rô, foram os primeiros amigos do SemParar a nos acompanhar numa velejada no Anarquia.
Olha aí o Ari, ajudando a guardar a vela mestra!...
E a Rô, na foto com a Bia, quando passávamos pelo Forte de (Nossa Senhora do Monte Serrat) de Santos, de 1543
As fotos do passeio estão aqui! :
Visualização rápida...
Depois de tantos dias de tempo ruim, o fim-de-semana foi perfeito.
O Ari e a Rô, foram os primeiros amigos do SemParar a nos acompanhar numa velejada no Anarquia.
Olha aí o Ari, ajudando a guardar a vela mestra!...
E a Rô, na foto com a Bia, quando passávamos pelo Forte de (Nossa Senhora do Monte Serrat) de Santos, de 1543
As fotos do passeio estão aqui! :
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| Saco do Major |
Visualização rápida...
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Voltando de Ilhabela
A volta de Ilhabela foi uma aventura...
Deixamos o Anarquia em uma poita do "seu Geraldo", do lado do Pindá Iate Clube.
O tempo estava chuvoso em 14 de novembro, como foi quase todo aquele feriadão...
Voltei no fim de semana seguinte para buscá-lo.
Os ventos, a princípio fracos, foram aumentando até que, em determinado momento, estávamos velejando a uma velocidade de cruzeiro de 8 nós, segundo o sensor de velocidade e o GPS. Subindo e surfando ondas que àquele momento já chegavam aos seus 1,5 a 2 m.
O mar foi encarneirando e quando já tínhamos passado o Montão de Trigo, uma rajada forte adernou o Anarquia. Para compensar, orcei o barco.
Para minha surpresa, por mais que eu puxasse o leme o barco não orçava... foi aí que vi que a ferragem de sustentação do leme tinha quebrado... Naquele momento tive plena consciência que estávamos ferrados...
Foi um sufoco baixar as velas e acabar de tirar o leme, que tinha ficado atravessado na popa...
Não adiantou ligar o motor de popa e tentar usar o manete como leme...
A única solução que tivemos foi passar um cabo e ser rebocado pelo veleiro Sonho Meu.
O problema é que ser rebocado num mar agitado, com ventos de até 20 nós e sem leme é muito difícil.
Para evitar que o barco ficasse navegando atravessado a cada puxão no cabo, improvisei uma âncora de tempestade com um cabo e uma capa de almofada de aquablock amarrada na ponta. Foi o que nos salvou!...
Demoramos 9 horas para sermos rebocados até o canal de Bertioga. Nesse tempo, o cabo se rompeu três vezes, uma delas quando já era noite e não dava pra enxergar quase nada...
Graças à ajuda de um barco pesqueiro que estava perto do canal de Bertioga, chegamos na marinas Nacionais a salvo. Nós e o Anarquia!...
Deixamos o Anarquia em uma poita do "seu Geraldo", do lado do Pindá Iate Clube.
O tempo estava chuvoso em 14 de novembro, como foi quase todo aquele feriadão...
Voltei no fim de semana seguinte para buscá-lo.
Os ventos, a princípio fracos, foram aumentando até que, em determinado momento, estávamos velejando a uma velocidade de cruzeiro de 8 nós, segundo o sensor de velocidade e o GPS. Subindo e surfando ondas que àquele momento já chegavam aos seus 1,5 a 2 m.
O mar foi encarneirando e quando já tínhamos passado o Montão de Trigo, uma rajada forte adernou o Anarquia. Para compensar, orcei o barco.
Para minha surpresa, por mais que eu puxasse o leme o barco não orçava... foi aí que vi que a ferragem de sustentação do leme tinha quebrado... Naquele momento tive plena consciência que estávamos ferrados...
Foi um sufoco baixar as velas e acabar de tirar o leme, que tinha ficado atravessado na popa...
Não adiantou ligar o motor de popa e tentar usar o manete como leme...
A única solução que tivemos foi passar um cabo e ser rebocado pelo veleiro Sonho Meu.
O problema é que ser rebocado num mar agitado, com ventos de até 20 nós e sem leme é muito difícil.
Para evitar que o barco ficasse navegando atravessado a cada puxão no cabo, improvisei uma âncora de tempestade com um cabo e uma capa de almofada de aquablock amarrada na ponta. Foi o que nos salvou!...
Demoramos 9 horas para sermos rebocados até o canal de Bertioga. Nesse tempo, o cabo se rompeu três vezes, uma delas quando já era noite e não dava pra enxergar quase nada...
Graças à ajuda de um barco pesqueiro que estava perto do canal de Bertioga, chegamos na marinas Nacionais a salvo. Nós e o Anarquia!...
Rumo a Ilhabela
Nossa primeira velejada de longa distância foi para Ilhabela.
Fomos aproveitar o feriadão de 15 de novembro. Saímos no sábado, 12 de novembro, pela manhã...
O veleiro Sonho Meu, do Celso Klinger, foi conosco.
Mar calmo, ventos fracos a moderados. Chegamos a fazer 8 nós, pelo GPS. Pelo nosso sensor de velocidade, 7 nós...
Na aproximação à Ilhabela, fomos acompanhados por um cardume de golfinhos...
Chegamos em Ilhabela após 9 horas de uma navegação tranquila...
Fomos aproveitar o feriadão de 15 de novembro. Saímos no sábado, 12 de novembro, pela manhã...
O veleiro Sonho Meu, do Celso Klinger, foi conosco.
Mar calmo, ventos fracos a moderados. Chegamos a fazer 8 nós, pelo GPS. Pelo nosso sensor de velocidade, 7 nós...
Na aproximação à Ilhabela, fomos acompanhados por um cardume de golfinhos...
Chegamos em Ilhabela após 9 horas de uma navegação tranquila...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Testando a Gennaker
Dia 19 testamos o balão assimétrico (Gennaker) com um vento de 2 a 6 nós.
Foi só içá-lo para o Anarquia velejar praticamente na velocidade do vento...
Segue as fotos:
Gabi descansando na cabine:
Foi só içá-lo para o Anarquia velejar praticamente na velocidade do vento...
Segue as fotos:
Gabi descansando na cabine:
Detalhe do mecanismo de içamento da quilha:
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Primeira velejada com a família!
Ontem, dia dos namorados, comemoramos velejando na baía de Santos.
Um lindo dia de inverno, com Sol, vento moderado, de 4 a 10 nós e temperatura agradável.
O Pantanal respondeu muito bem. Chegamos, sem forçar, a 6,4 nós com vento de alheta.
Eu e o Marcelo preferimos não testar ainda o Gennaker. Se tisséssemos içado, acho que passariamos fácil dos 8 nós.
O único problema foi o motor... O Anarquia tem motor de popa Mercury 4T, 8HP. Vejo que não é uma boa idéia motor de 4 tempos. É muito pesado, fica dificil para subir e descer na água e... dão pane. Apesar de novo, com menos de 1h de uso, já está com carburador sujo e fazer ele pegar é uma luta...
Um lindo dia de inverno, com Sol, vento moderado, de 4 a 10 nós e temperatura agradável.
O Pantanal respondeu muito bem. Chegamos, sem forçar, a 6,4 nós com vento de alheta.
Eu e o Marcelo preferimos não testar ainda o Gennaker. Se tisséssemos içado, acho que passariamos fácil dos 8 nós.
O único problema foi o motor... O Anarquia tem motor de popa Mercury 4T, 8HP. Vejo que não é uma boa idéia motor de 4 tempos. É muito pesado, fica dificil para subir e descer na água e... dão pane. Apesar de novo, com menos de 1h de uso, já está com carburador sujo e fazer ele pegar é uma luta...
terça-feira, 7 de junho de 2011
Primeira Velejada!!!
Até que enfim, meu Pantanal ficou pronto!!!... ou pelo menos quase... :) Faltando apenas alguns pequenos detalhes e já com as velas confeccionadas pelo Jorge Julien - o Jorge Chileno - estreamos o Anarquia na baía de Santos, no último domingo, dia 5 de junho!
Agora é colocar a trava na quilha e testar numa velejada maior. Vamos içar a enorme Gennaker vermelha e branca no próximo domingo!!!
Agora é colocar a trava na quilha e testar numa velejada maior. Vamos içar a enorme Gennaker vermelha e branca no próximo domingo!!!
As fotos do grande dia:
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Noticias do Pantanal 25...
Tava vendo as noticias do Pantanal no site do Cabinho e encontrei essa. É ótima! É pra vc, brasiliense Ademir! rsss:
Recordar é viver... rssss!
É... fala que a fabricação do barco tá sendo feita em série!!
"No sábado 7 de fevereiro o dia começou intenso para o pioneiro da classe no Brasil, o construtor do Dark Ice, Jorge Intaschi. De manhã ele tinha combinado se encontrar com um velejador de Brasília que viera a Santos exclusivamente para conhecer o Pantanal 25.
Antes de saírem, Jorge e o brasiliense visitaram a Coopermarine, que já havia se decido a construir o Pantanal 25 em regime de cooperativa. Por sorte a fábrica estava dando os últimos retoques numa lancha que em poucos dias iria ser despachada exatamente para Brasília, dando uma perfeita idéia ao visitante do alto grau de acabamento desta cooperativa na construção de iates. Em outra coincidência, lá também estava o primeiro cliente da Coopermarine para o Pantanal, o velejador paulista Marcelino Magalhães, que tinha ido à fábrica entregar o material para a laminação de seu casco, que, para início da fabricação terá gelcoat na cor vermelha da melhor qualidade.
Por essa altura o velejador brasiliense já estava bastante impressionado com tanta movimentação em torno Pantanal e ansioso para finalmente conhecer o barco."
Recordar é viver... rssss!
Tem essa também:
Ronaldo Agondi, o diretor da Coopermarine, aproveitou a oportunidade de ter uma carteira de pedidos para completar a coleção de moldes, e poder fabricar o barco em série no menor tempo e com o menor custo possível. Ele produziu moldes de todos os componentes do mobiliário interno com uma classe e um bom gosto impressionantes, aproveitando para aperfeiçoar a ergonomia e dando um toque artístico ao design dos móveis, fazendo as paredes das bancadas com curvas funcionais e elegantes. Na realidade, com o cuidadoso acabamento que Ronaldo está conseguindo realizar, o interior do barco irá ficar um espetáculo.
Marcelino Magalhães, o primeiro cliente da Coopermarine, está dando a maior força para que os moldes fiquem super-caprichados, para isso não pressionando a fábrica exigindo pressa, para que a obra não seja realizada com afobação. Não tenho dúvida que com o acabamento que está sendo alcançado, o modelo fará grande sucesso, inclusive com grandes possibilidades no mercado internacional. Como a classe vai se expandindo muito bem internacionalmente, acho que o escritório B & G Yacht Design até que poderá dar uma boa mãozinha para divulgar o serviço da Coopermarine lá fora.
É... fala que a fabricação do barco tá sendo feita em série!!
domingo, 17 de janeiro de 2010
Próximos passos...
Agora que a laminação do liner está praticamente concluída (falta apenas o Liner do Bruno), precisamos organizar as atividades para concluirmos logo a construção dos nossos barcos. Agora a preocupação com os detalhes será muito maior até o fechamento de casco e convés. Erros podem custar caro. E tempo e dinheiro são coisas que não temos mais...
Sugiro as seguintes atividades, de acordo com a ordem. Por favor, me ajudem!
Sugiro as seguintes atividades, de acordo com a ordem. Por favor, me ajudem!
1) laminar apoio da caixa da quilha (Anarquia e Enigma II);
2) laminar reforço no fundo da proa (cfe. plano do Cabinho);
3) colocar armario do camarote de popa;
4) laminar prateleiras p/armario do salão da cabine;
5) laminar reforço de Reinicell p/corrimão na divisoria banheiro;
6) corrigir defeitos/arestas da laminação da mobilia (no Anarquia);
7) passar camada de estireno no interior casco p/fechar furos do molde (no Anarquia);
8) fechar mobília no casco;
9) corrigir laminação ponto apoio escada convés (no Anarquia);
10) laminar abertura do paiol convés sob cockpit;
11) passar camada de estireno no convés p/fechar furos do molde (no Anarquia);
12) colocar reforço de Reinicell no convés nos seguintes pontos:# corrimão;
# gurupés (no Anarquia e o do Bruno);
# escada popa (no Anarquia);
# guarda-mancebo;
# pulpito de popa / targa (a confirmar);
# cunhos;
# suporte p/ancora;
# traveler (no Anarquia)
13) fechar liner no convés;
14) laminar e colocar vigia no camarote de popa;
15) laminar e colocar vigias no salão
16) laminar e colocar vigias fixas no salão (no Anarquia);
Onde comprar??
Lista de materiais
Fotos da laminação de pequenas peças
As fotos a seguir correspondem a peças laminadas, construídas ou mesmo adquiridas (ferragens, eletronicos) em períodos distintos das etapas das fotos anteriores. Por serem peças menores, puderam ser encaixadas principalmente no intervalo da laminação de casco e convés.
Clique na foto para visualizar o álbum!
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| Veleiro Anarquia - Demais Peças |
Fotos da laminação do lainer
aApós a mobília interna, foi a vez do lainer. Assim como na etapa anterior, não dispunhamos de molde. Então, foi necessário criá-lo a partir de contramolde construído no convés do Anarquia. Nosso princípio básico de um veleiro elegante e de fácil manutenção foi mantido com um liner todo de fibra. Nada de madeira no nosso veleiro!! As fotos a seguir mostram a evolução do liner: construção do contramolde, laminação do molde e a laminação do lainer.
Clique na foto para visualizar o álbum!
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| Veleiro Anarquia - Laminação Lainer |
Fotos da laminação da mobília interna
Pela ordem cronológica da laminação, o próximo passo foi a laminação da mobília interna.
Ao contrário de casco e convés, quando utilizamos os moldes do Jorge Intashi, para laminar a mobília interna foi necessário, antes, criar seu molde a partir de contramolde construído no casco do Anarquia. Isto consumiu um longo tempo até definirmos a distribuição dos espaços internos, com cozinha/mesa de navegação e mais armários. A idéia foi aproveitar ao máximo o espaço disponível sem dispensar itens de conforto compatíveis para um barco de cruzeiro de 25 pés, tudo em fibra para melhor conservação e durabilidade. As fotos a seguir mostram esta evolução: construção do contra-molde, laminação do molde e a laminação da mobília interna.
Clique na foto para visualizar o álbum!
Ao contrário de casco e convés, quando utilizamos os moldes do Jorge Intashi, para laminar a mobília interna foi necessário, antes, criar seu molde a partir de contramolde construído no casco do Anarquia. Isto consumiu um longo tempo até definirmos a distribuição dos espaços internos, com cozinha/mesa de navegação e mais armários. A idéia foi aproveitar ao máximo o espaço disponível sem dispensar itens de conforto compatíveis para um barco de cruzeiro de 25 pés, tudo em fibra para melhor conservação e durabilidade. As fotos a seguir mostram esta evolução: construção do contra-molde, laminação do molde e a laminação da mobília interna.
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| Veleiro Anarquia - Laminação Mobilia Interna |
Fotos da laminação do convés
Após laminar o casco e as anteparas, o próximo passo foi a laminação do convés.
Repare nas fotos que as aberturas para as vigias serão feitas em outra fase.
Clique na foto para visualizar o álbum!
Repare nas fotos que as aberturas para as vigias serão feitas em outra fase.
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| Veleiro Anarquia - Laminação Convés |
Etapas da construção - Fotos da laminação do casco
Se uma foto vale mais que mil palavras, as fotos a seguir valem milhões.
Foram tiradas pelo nosso "paparazzi" Ronaldo, presidente da Coopermarine e coordenador do projeto na cooperativa. Como todos que encomendaram o veleiro, Ademir Nicaretta, Bruno Ferreira e eu não moramos no Guarujá, acompanhar a evolução da construção pelas fotos é genial. Todos os méritos são do Ronaldo!
Clique na foto para visualizar o álbum.
Foram tiradas pelo nosso "paparazzi" Ronaldo, presidente da Coopermarine e coordenador do projeto na cooperativa. Como todos que encomendaram o veleiro, Ademir Nicaretta, Bruno Ferreira e eu não moramos no Guarujá, acompanhar a evolução da construção pelas fotos é genial. Todos os méritos são do Ronaldo!
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| Veleiro Anarquia - Laminação Casco e Anteparas |
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Mecanismo para acionamento da quilha retrátil
Agora estou preocupado com o mecanismo de acionamento da quilha retrátil do Pantanal. Alteramos o projeto original para colocar um bulbo com o dobro do peso (400Kg). No total, a quilha deverá pesar cerca de 500kg. O projeto original sugeria um mecanismo com moitões e cabos levantando a quilha pelo convés. Agora, além do incoveniente de atravessar o cabo pelo teto do convés e colocar um pino atravessando a caixa da quilha para travá-la, há o problema do peso bem maior a ser sustentado pelo teto do convés.
Temos a tendencia a tentar resolver todos os problemas relacionados a força em um veleiro com moitões e cabos. Mas como o mercado resolve isto? Quando é necessário a aplicação de grandes forças, em geral se utiliza cilindros hidráulicos.
Tenho pesquisado intensivamente algum dispositivo hidráulico que sirva para levantar a quilha, mas não encontro no mercado. Encontrei dispositivos hidráulicos para levantar e embutir TV em armários de barcos, a preços bem razoáveis, mas nada para levantar uma quilha. Se eu quiser, terei que mandar fazer, a um custo bem maior.
Todo veleiro tem quilha, muitas delas retráteis. Pouquíssimos barcos têm TV embutida. Então porque tem dispositivo pronto no mercado para TV, mas não tem para quilha???
A resposta parece bem evidente para mim: como o mercado é regido pela demanda, a conclusão é que a demanda para TV embutida em lanchas é bem maior que para quilhas de veleiros, que em geral são acionados por soluções amadoras...
Moral da estória: como os velejadores preferem resolver por conta própria seus problemas, normalmente para economizar, acabamos pagando bem mais quando precisamos de soluções eficazes.
Temos a tendencia a tentar resolver todos os problemas relacionados a força em um veleiro com moitões e cabos. Mas como o mercado resolve isto? Quando é necessário a aplicação de grandes forças, em geral se utiliza cilindros hidráulicos.
Tenho pesquisado intensivamente algum dispositivo hidráulico que sirva para levantar a quilha, mas não encontro no mercado. Encontrei dispositivos hidráulicos para levantar e embutir TV em armários de barcos, a preços bem razoáveis, mas nada para levantar uma quilha. Se eu quiser, terei que mandar fazer, a um custo bem maior.
Todo veleiro tem quilha, muitas delas retráteis. Pouquíssimos barcos têm TV embutida. Então porque tem dispositivo pronto no mercado para TV, mas não tem para quilha???
A resposta parece bem evidente para mim: como o mercado é regido pela demanda, a conclusão é que a demanda para TV embutida em lanchas é bem maior que para quilhas de veleiros, que em geral são acionados por soluções amadoras...
Moral da estória: como os velejadores preferem resolver por conta própria seus problemas, normalmente para economizar, acabamos pagando bem mais quando precisamos de soluções eficazes.
Construindo o meu Pantanal 25
Criei este blog para compartilhar com todos que gostam da vela e, por um motivo ou outro, precisam encontrar soluções para problemas comuns enfrentados em veleiros, seja na manutenção ou construção - que é o meu caso!...
O primeiro passo foi a escolha do veleiro que melhor se encaixasse em nossas necessidades. A escolha recaiu no Pantanal 25, um projeto novo do Cabinho que combina um casco ágil e linhas modernas com a versatilidade conferida pela quilha retrátil e mastro pivotante, ou seja: dá para navegar em águas rasas e transportar o barco de carro a praticamente qualquer lugar. Além disso ele tem um amplo interior, com banheiro fechado e dois camarotes, com capacidade para 4 pessoas passarem o dia e dormir confortavelmente.
O segundo passo foi como adquiri-lo: comprar um usado, encomendar a um estaleiro, encomendar apenas casco e convés (kit) e montá-lo sozinho, ou construir todo ele eu mesmo, de forma amadora! Essa ultima opção sempre me foi assustadora. Não sou um velejador experiente e acredito que mesmo velejadores experientes não têm como construir bons veleiros dentro de prazos e custos aceitáveis. Acho que vale a pena explicar um pouco mais este meu ponto de vista porque isto pode parecer óbvio para a maioria, mas para a comunidade envolvida na construção amadora (que hoje faço parte) isto pode parecer uma afronta!... Mas se encararmos que o prazo médio de construção varia de 4 a 10 anos e os custos e recursos do projeto são muito difíceis de controlar, aí acho que dá para entender que isto não é aceitável para a maioria. Por outro lado, acho importante discutir isto porque estimular o mito do "do-it-yourself" ao extremo acaba por vezes prejudicando o próprio mercado da vela.
Minha decisão foi laminar casco e convés do barco a partir dos moldes do Pantanal disponíveis com o Ronaldo, da Coopermarine. Ficou melhor ainda: aluguei o molde e tive o serviço de laminação executado por profissionais a custos acessíveis, já que a Coopermarine é uma conceituada cooperativa de profissionais da área náutica, especializados em manutenção e reparos de barcos no Guarujá/SP. Além da laminação, o Ronaldo poderia encaminhar profissionais para os serviços de hidráulica, elétrica e outros, de acordo com a fase de construção.
O terceiro e longo passo é o que estamos até hoje. Escolhido o veleiro e a forma de aquisição ou, no caso, o modelo de construção, passei a suprir a Coopermarine com os recursos necessários para cumprir cada etapa da construção do Pantanal. Até o momento, isto tem se traduzido em fornecer os insumos necessários para a laminação de casco, convés, anteparas, mobilia interna e liner.
Em computação tem um ditado que diz que a implementação de um projeto de software é 10% inspiração e 90% transpiração. Pois é... não é só na computação, não... rsss.
Inicialmente a previsão era construir o veleiro em, no máximo, 3 meses, a um custo total de cerca de R$ 65mil, completo, com velas, carreta e motor. Mas logo no início deu pra ver que os custos seriam o dobro do estimado...
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